As cooperativas estão cada vez mais em ascensão no mercado. Entre as que mais crescem ano a ano estão as cooperativas de crédito e agropecuárias. Para se ter uma ideia, desde o ano de 2013 as cooperativas de crédito cresceram 27% ao ano, de acordo com informações da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Um número extremamente significativo, pois nesse tipo de investimento, o cooperado paga menos juros e assim pode investir seu dinheiro em seu empreendimento, em popanças ou no consumo.

Exemplo disso, é que algumas cooperativas já alcançam grandes instituições financeiras quando se fala em números. Como o caso do Sicoob, que ficou entre as cinco melhores companhias do setor financeiro em uma premiação da Revista Isto É Dinheiro. Outro nome forte é o do Sicredi, que sediou em 2018 o encontro latino-americano de cooperativas de crédito. Além desse feito, recentemente outra unidade da cooperativa foi inaugurada no Sudoeste do Paraná. Esses dados mostram o quanto essas instituições estão cada vez mais presentes no mercado, sendo cada vez mais uma boa opção para quem deseja economizar dinheiro para aplicar naquele sonho que está aguardando há tempos.

 

As cooperativas agro

Outro ramo cooperativista que está em constante crescimento é o agropecuário. Ele corresponde a quase 50% do PIB agrícola do Brasil, de acordo com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.           São mais de 180 mil cooperados que produzem para mais de 1.500 instituições. Uma delas é a Cooperativa Aurora Alimentos, que está situada na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e que foi considerada o terceiro maior conglomerado industrial do setor de carnes e a maior cooperativa de alimentos do Brasil, pela Revista Globo Rural, uma das mais importantes do setor.

Já a Coopavel, de Cascavel, no oeste paranaense, foi considerada referência latina em sementes de soja e trigo no concurso Mundo de Respeito da Corteva Agriscience, Divisão Agrícola da DowDupont, nos Estados Unidos. Essa cooperativa tem a Unidade de Beneficiamento de Sementes operando desde o ano 2000, produzindo sementes de soja e trigo de alta qualidade fisiológica especialmente para seus cooperados.

 

Muito grão, pouco espaço

Apesar da grande produção, principalmente nos estados do Paraná e Mato Grosso, a estocagem desses produtos é o grande gargalo para as cooperativas. Um dos fatores que favorece essa situação é o fato de que os armazéns públicos, construídos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são muito pequenos para a quantia produzida. Apenas em 2018 quatro deles já foram vendidos e um deve ser desativado.  

Para suprir essa falta, os agricultores e as cooperativas tem apostado na construção de armazéns e silos próprios. Sendo proprietários dessas estruturas, é possível escolher o melhor momento para a venda das sementes, não precisando ficar à mercê do estado para armazenagem e saída da matéria-prima.

As construções desses novos centros de armazenagem podem chegar ao valor de 3 milhões de reais, dependendo da quantia pretendida de estocagem. A CooperAlfa, outra cooperativa do oeste catarinense, por exemplo, conta com três Unidades de Beneficiamento de Sementes que, juntas, podem receber até 475 mil sacas. Um investimento alto, mas que gera um grande retorno positivo para os cooperados e para a cooperativa.

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