A produção de peixes de cultivo no Brasil ainda é tímida, mas vem crescendo ano a ano. Para que isso ocorra de forma mais rápida, o Governo irá conceder o uso de águas que estão sob domínio da União para realização de projetos voltados a aquicultura, entre eles, a piscicultura. Serão 48 áreas de mar e usinas hidrelétricas, distribuídas em 11 estados brasileiros das regiões nordeste, centro-oeste, sudeste e sul.

Entre os estados que mais irão receber domínios, estão São Paulo, no Sudeste e o Paraná, no Sul. Juntos, eles somam 50% das liberações dos novos espaços destinados à aquicultura no Brasil. No total, essas áreas podem produzir até 31 mil toneladas de pescado por ano e a concessão leiloada terá um prazo de 20 anos. Hoje em dia, o consumo dessa carne no Brasil chega a 10kg por pessoa, a metade da média mundial

 

A piscicultura

Essa prática é bastante utilizada para aumentar o nível de qualidade do peixe para consumo humano, por conta dos cuidados que são tomados com a alimentação dos animais e do controle de crescimento, que é realizado nos viveiros e tanques em que os peixes são criados.

Hoje, existem três tipos de produção no Brasil: o extensivo, semi-intensivo e intensivo. O primeiro deles é a prática mais tradicional, utilizado em áreas destinadas originalmente à outras finalidades, como armazenamento de água ou produção de energia elétrica. Os peixes geralmente são espécies nativas da região e o investimento é baixo e a produtividade por área também é proporcional.

No semi-intensivo os peixes são condicionados e têm uma influência no cultivo, por meio de suplementação alimentar, tratamento químico da água e mecanização de alguns processos.

Por fim, no último, a produção é controlada e sistematizada. O cultivo é feito em tanques para confinamento da criação. Esses tanques podem ser de terra, que reproduzem o habitat próximo ao habitat dos peixes ou de alvenaria, que podem ser revestidos de tijolos, de preferência, em espelho, mas com o fundo de terra e as paredes devem apresentar uma inclinação de 30º. Para esse último, a SGS Construtora pode produzir tanques na medida ideal para cada tipo de peixe.

Dentre as espécies mais comumente cultivadas através desse processo estão o salmão, o atum e a tilápia. Essa é a mais cara, porém a mais rentável para produção, podendo gerar até 200kg de peixes por m³ de água.

 

Paraná com mais peixes

No ano de 2017 a produção de peixes no Paraná chegou à marca de 100 mil toneladas, produzindo em 113 cidades do estado. Esses números também posicionaram o Paraná em primeiro lugar no ranking dos que mais produzem peixes no país.

Entre as regiões que mais produzem, estão a Norte, com 65 municípios e 14% da produção em 2017 e Oeste, com 48 municípios, contabilizando 69% do total produzido no estado. Em ambas as regiões a espécie mais produzida é a Tilápia. A diferença está no tipo de produção de cada uma. Enquanto que no Norte o que sobressai são os tanques redes, nas represas do Rio Paranapanema, no Oeste os cultivos são em viveiros escavados com alto nível de tecnologia.

 

Porque a Tilápia?

A alta produção dessa espécie tem um motivo: esse peixe se adapta muito bem às águas brasileiras, além disso, apresenta uma carne com sabor suave e é extremamente saudável, muito utilizada no preparo de sashimis.

Outro fator levando em conta é a facilidade de criação desses peixes. Eles são fáceis de serem alimentados, são resistentes a doença e têm uma boa capacidade reprodutiva, com capacidade de se reproduzir até quatro vezes ao ano, com exceção ao período de inverno.

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